Remando contra a maré

Juventude

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Comunidade Rainha da Paz

Remando contra a maré

A coragem, ousadia e radicalidade são qualidades próprias da juventude, que luta por seus ideais. Buscamos força e entusiasmo a todo instante para continuarmos firmes em nossos projetos de vida e sonhos. Temos sede de alcançarmos nossos objetivos. É assim que entre um expediente e outro de trabalho, muitos jovens investem em seu futuro universitário, e ainda sobra tempo pra saber o que rola no mundo pelas janelas das redes sociais. O que precisamos é ter consciência que a maré do mundo nos oferece tudo, mas é essencial lembrar aqui o que nos ensina a Palavra de Deus: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.”.

E é exatamente aqui que fazemos prevalecer a grande força que Deus nos deu, a liberdade. Mais do que esforço, coragem e ousadia pra conquistarmos nossos sonhos, é preciso usar de nossas virtudes para remar contra a maré, dizer não as seduções do mundo porque eu sou livre para escolher: Nem tudo me convém!

Diante das escolhas que a vida nos propõe, que tal resolvermos com uma pergunta: O que Jesus faria agora? Assim teremos um “norte” para os nossos remos, é esse o verdadeiro caminho da santidade, como diz a canção♪ “Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu...”♫.

A santidade é para os fortes, os ousados, os corajosos para os que têm a força de dizer não ao pecado, ao que não convém a um Cristão. Por isso a santidade é o grande anseio e desafio da juventude, ela deve ser o ponto de chegada vislumbrado e desejado. É preciso ser perspicaz para ver que a internet, as promessas de felicidade que a mídia nos oferece tentam nos ludibriar, nos confundir com a sensualidade, promessas de prazer e fortuna. Lembre-se sempre da pergunta: “O que Jesus faria agora?”, e continue remando contra a maré. Deus não quer nos dá uma felicidade que dura somente em momento da vida, mas uma felicidade que não tem fim. Não se engane! Uma vez caí na tentação de achar que o conceito de felicidade que eu tinha pra minha vida era o mais perfeito, mas não sem muito esforço e renúncia aprendi a não chamar de felicidade o que Deus não chama de minha felicidade. Outro dia, rezando no louvor comunitário da Comunidade de Vida, em Olinda, eu dizia: “Jesus toma tudo o que eu chamo de necessidade pra minha vida, e me dá sabedoria e entendimento pra acolher tudo o que Você sabe que é necessidade pra mim.”.

Quer um grande exemplo de alguém que entendeu que a proposta da felicidade divina é eterna, e mesmo na dor? Apresento-lhes a jovem tenista, apreciadora de patinação, admiradora das montanhas e do mar Chiara Luce Badano (Clara de Luz), uma jovem que aos 17 anos descobriu que estava com um osteossarcoma (tumor ósseo). Uma vez quando caminhava de volta de sua quimioterapia, sua mãe a observava, Chiara tinha um rosto sombrio e olhava pra o chão. Sua mãe perguntou como tinha sido o exame. Diante da interrogação Chiara respondeu: “Não diga nada agora!”, e se jogou na cama de olhos fechados. Passaram-se 25 minutos e Chiara finalmente falou: “Pronto, agora a senhora pode falar.”. Foram precisos 25 minutos para que a jovem Chiara Luce dissesse seu “SIM” à Jesus, e nunca mais voltou atrás.  Uma vez, pela insistência de muitas pessoas, Chiara escreveu um bilhete a Nossa Senhora: “Mãezinha Celeste, eu te peço o milagre da minha cura; se isso não for vontade de Deus, peço-te a força para nunca ceder!” e permaneceu fiel a este propósito. Ela faleceu aos 7 de outubro de 1990, aos 18 anos, e suas últimas palavras foram: “Mãe esteja feliz, porque eu estou feliz.”. Chiara Luce foi beatifica, proclamada bem-aventurada, sinônimo de felicidade, aos 9 de dezembro de 2009.

A história dessa jovem me impulsiona a dar meu sim a Jesus, e nunca mais voltar atrás, lutar até o fim, unir forças com os remos de outros jovens que buscam a santidade.

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